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A coisa é séria: Projeto do Judiciário celebra recomeço para quem errou

Reeducandos vinculados ao projeto Começar de Novo que atuam na digitalização de documentos e na organização do arquivo do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) fizeram uma pausa para se confraternizar, nesta quarta-feira, 19. Eles se reuniram com servidores e o com o coordenador do projeto no Pará, juiz Cláudio Rendeiro nesta quarta-feira, 19, no Arquivo Regional de Belém.
Criado em 2009 por determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o projeto Começar de Novo tem a finalidade de promover ações de reinserção social de presos, egressos do sistema carcerário e de cumpridores de medidas e penas alternativas, a fim de prevenir a reincidência da prática de crimes. Para isso, promove ações de desenvolvimento sociocultural, capacitação e qualificação profissional e inserção no mercado de trabalho.
O encontro iniciou com uma palestra motivacional, feita pelo juiz Cláudio Rendeiro, que falou aos reeducandos sobre a existência de paradigmas e estigmas relacionados a pessoas que estiveram na prisão, e a importância da mudança desses padrões, feita por meio de atitudes e escolhas pessoais.
Para o juiz, que coordena o projeto começar de Novo há 9 anos, a participação dos apenados e egressos no projeto garante a eles uma reinserção social diferenciada, que envolve também aspectos intelectuais e estimula a autoestima. “O projeto de digitalização do TJPA é um dos poucos nos quais eles têm oportunidade de trabalhar em atividades não braçais. Geralmente conseguimos empregos para egressos na construção civil ou serviços gerais. Aqui eles trabalham em um ambiente diferenciado e desenvolvem uma habilidade não só motora e física, mas também intelectual, que estimula muito a autoestima deles. A participação dos egressos nessas atividades ajuda muito a ressocialização, a integração deles à sociedade”, avaliou.
Os 16 reeducandos mais antigos foram homenageados e receberam certificado pela participação no projeto.
O projeto iniciou no estado com seis reeducandos e hoje conta com 51 participantes, que atuam na digitalização e recuperação de acervo documental do TJPA e permanecem nas atividades por dois anos. 
“Eles vêm para cá com uma garra, com disposição para mudar a imagem que a sociedade fez deles, e essa disposição é o grande benefício para o TJPA e qualquer empresa que contrate essas pessoas. Eles trabalham, têm muito interesse em aprender e quebram paradigmas. Aqui eles convivem com soldados do exército, com servidores e nessa convivência, nós aprendemos que essas pessoas erraram mas têm o direito de recomeçar a convivência social e profissional”, avaliou  a chefe da Divisão de Arquivo do TJPA, Leiliane Sodré na ocasião.
O juiz Cláudio Rendeiro apresentou o stand-up “Para viver de rir”, no qual interpreta o personagem cômico Epaminondas Gustavo. O caboclo Epaminondas contou piadas, cantou, dançou, fez imitações e um show de entrevistas, no qual o personagem entrevistou os participantes do Começar de Novo, que falaram sobre suas experiências  no projeto.
Bruno Albuquerque, reeducando de 30 anos, disse se sentir muito privilegiado em participar do Começar de Novo. Ele considera sua atuação no projeto como uma passagem e um incentivo do TJPA para a entrada no mercado de trabalho. “Me identifiquei muito com o trabalho, com a área de arquivista e procurei sempre me inteirar, interagir e aprender o máximo possível para tentar fazer cursos. Na verdade, eu nem pensava em mudar, mas aprendi com o convívio com outras pessoas outros pensamentos, outras ideias, o companheirismo e respeito ao próximo, aprendi a ser um ser humano melhor e acho que ainda tenho muito a aprender. Me sinto muito privilegiado de ter a oportunidade de continuar e muito feliz mesmo”, disse.
Com informações da ASCOM/PA
Imagens do evento AQUI.



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