Pular para o conteúdo principal

“Parola” Ex-prefeito do Moju e o Secretário de Saúde da época terão que devolver R$ 342 mil

O ex-prefeito de Moju, no nordeste do 
Estado, João Martins Cardoso Filho, mais conhecido como Parola, e o ex-secretário de Saúde do município, Manoel Raimundo Pantoja Araújo, foram condenados pela Justiça Federal a devolver R$ 342.513,98 aos cofres públicos por falta de comprovação de despesas decorrentes de repasses de recursos do Fundo Nacional de Saúde, do Ministério da Saúde, durante a gestão deles em 2004.

  O juiz federal da 6ª Vara da Seção Judiciária do Estado do Pará, Ruy Dias de Souza Filho, que assinou a sentença respondendo pela 2ª Vara, julgou “procedente em parte” o pedido do Ministério Público Federal (MPF) que fez a denúncia com base em fiscalização da Controladoria Geral da União (CGU), que instaurou Inquérito Civil Público, e do Serviço de Auditoria do Sistema Único de Saúde no Pará que atestou “a ausência de documentação comprobatória das despesas”, segundo o juiz.

  Apesar do MPF ter pedido a devolução integral dos recursos recebidos pela prefeitura de Moju que somavam R$ 367.296,00, o juiz Ruy Dias considerou como não comprovadas despesas referentes somente a R$ 342.513,98, aceitando como comprovante de despesas as folhas de pagamento assinadas por Agentes Comunitários de Saúde e por outros profissionais de saúde do Programa Saúde Família apresentada pelos réus. 

“Quanto aos demais, consoante consignado pelo parquet, o aproveitamento de tais documentos como evidência de realização de despesas demandaria reforço probatório, inexistente neste feito”, escreveu o juiz na sentença assinada no dia 18 de dezembro passado.

  Parola e Manoel Raimundo arguiram incompetência da Justiça Federal para julgar o caso e apresentaram planilhas com despesas no total de R$ 359.340,06 que seriam referentes a gastos com despesas de pessoal e pagamento de tributos. Mas o juiz considerou que “não se pode atribuir valor comprobatório a tais demonstrativos, notadamente porque as ordens de pagamento que os acompanham não contém rubrica das autoridades responsáveis pela sua expedição, certificação e fiscalização”. Ele também citou jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que considerou competente a Justiça Federal para julgar um caso de improbidade administrativa.
 
OUTROS PROCESSOS:

Parola já foi condenado por desvio de recursos e responde a vários processos por denúncias do MPF, entre eles pelo suposto desvio de R$ 1,9 milhão do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, para a execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar, entre 2000 e 2003.

O ex-prefeito também responde por outras ações ajuizadas pelo MPF por atos de improbidade administrativa, por ausência de prestação de contas e irregularidades na aplicação de R$ 2,3 milhões do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), entre 1997 e 2004, e pela realização de compra de medicamentos sem licitação, no valor de R$ 31 mil, em 2004. Ele também responde a outros processos na JFl, um junto com a esposa, Elizabete Ventura de Souza Cardoso, e um sócio dela, Edimilson de Araújo Nunes, por fraudes em licitações.

Fonte: DOL

Comentários

Anônimo disse…
hum sei q na epoca era muito dificiu quero ve agora o iran lima como esta também

Postagens mais visitadas deste blog

Juiz do Piauí manda tirar Whatsapp do ar no país inteiro

Uma decisão judicial pode tirar o Whatsapp do ar em todo o país. O juiz Luiz Moura Correia, da Central de Inquéritos da Comarca de Teresina (PI), determinou que uma empresa de telefonia "suspenda temporariamente até o cumprimento da ordem judicial (...), em todo território nacional, em caráter de urgência no prazo de 24 horas após o recebimento, o acesso através dos serviços da empresa aos domínios whatsapp. Net   e   whatsapp. Com , bem como todos os seus subdomínios e todos os outros domínios que contenham   whatsapp. Net   e   whatsapp. Com   em seus nomes e ainda todos números de IP (Internet Protocol) vinculados aos domínios já acima citados". A decisão do juiz Luiz Moura Correia é ainda mais ampla. Ele diz que a empresa de telefonia deve "garantir a suspensão do tráfego de informações de coleta, armazenamento, guarda e tratamento de registros de dados pessoais ou de comunicações entre usuários do serviço e servidores da aplicação de trocada de me...

PEC 37: Brasileiros, não deixemos que algemem nosso Ministério Público!!!!

A PEC 37 ainda não tem dada para ser votada no Plenário do Congresso Nacional. No dia 24 de abril representantes dos Ministérios Públicos de todo o Brasil se reúnem em Brasília para um manifesto conjunto na capital federal. A PEC 37 foi aprovada em Comissão Especial da Câmara dos Deputados em 21 de novembro de 2012, por 14 votos a 2. Maiores detalhes AQUI no CONAMP (  Associação Nacional dos Membros do Ministério Público )

Barcarena: Agricultura discute e reflete sobre a importância da certificação para produtos regionais

A prefeitura de Barcarena através da SEMAGRI – Secretaria Municipal de Agricultura, realiza nesta quarta-feira 27/08, em parceria com a UFPA, a Oficina do Programa Mercado Institucional de Alimentos, com Certificação da Produção Local para comercialização de Alimentos. O Objetivo do evento é promover assessoria técnica para elaboração e gestão de projetos sociais voltados para fortalecimento e ampliação da participação da agricultura familiar e dos empreendimentos econômicos solidários (EES) no acesso ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF), ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), discutindo e refletindo sobre a importância da certificação para produtos regionais, esclarecimento sobre a produção de alimentos orgânicos e sua comercialização para a garantia as segurança alimentar e nutricional, e fortalecimento as economia local e desenvolvimento territorial rural. O Palestrante, é o Prof....