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Escalpelamento no Pará: Campanha contra chegará a mais 10 municípios


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O governo do Pará já concluiu o planejamento das campanhas de prevenção a acidentes com motores de barcos, que causam escalpelamento. A primeira ação da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) acontecerá durante o Carnaval. 
Dez municípios do interior receberão as equipes da Comissão Estadual de Erradicação dos Acidentes de Motor com Escalpelamento (CEAAE), que em 2013 trabalha em parceria com a Vigilância em Saúde da Sespa, visando a conscientização da gravidade deste tipo de ocorrência.
Comunidades ribeirinhas de: Barcarena, Abaetetuba, Moju, Cametá, Ponta de Pedras, Igarapé-Miri, Muaná, Portel, São Sebastião da Boa Vista e Curralinho receberão as equipes, que também atuarão na prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) e dengue. 
Socorro Silva, coordenadora da CEAAE, explicou que o trabalho em parceria é parte da estratégia da Sespa para atingir o maior número possível de pessoas nos períodos de maior fluxo. “Este trabalho, realizado em parceria, é eficaz pois amplia a área de atuação e a conscientização sobre os riscos do escalpelamento, e as formas de evitá-lo. Aproveitamos as épocas de maior fluxo, como o Carnaval, verão (férias escolares), Círio e dezembro para fortalecer o trabalho que já é realizado pela Secretaria”, ressaltou Socorro Silva.
Socorro Ruivo, coordenadora do programa de atendimento integral às vítimas de escalpelamento da Santa Casa.
Além das campanhas sazonais, o governo do Estado, desde 2011, cria Comitês Municipais nos municípios com maior número de casos de escalpelamento. Os comitês reúnem representantes da gestão municipal que, com o apoio estadual, procuram conscientizar a população. Aumentar o número de comitês, ampliar o alcance das campanhas de prevenção e conscientização, e ainda envolver mais os gestores municipais são metas do CEAAE para 2013.
Atualmente existem 29 comitês municipais instalados no Estado - 16 no Marajó, região responsável por quase 50% dos casos registrados em 2012, e 13 no Baixo Amazonas. Conseguimos atingir este número graças à parceira com o Programa Pro Paz Cidadania Presença Viva, realizado ano passado, quando visitamos várias comunidades ribeirinhas e compreendemos a realidade destas pessoas. A meta para este ano é chegar à região oeste e envolver, realmente, os gestores locais, para que estes assumam o apoio efetivo aos comitês, envolvendo as secretarias municipais de Saúde e Educação locais.

Socorro Silva, coordenadora da (CEAAE)
Outra meta é ampliar o trabalho de capacitação das equipes que trabalham no interior, responsáveis pelo primeiro atendimento dos acidentados”, destacou Socorro Silva.
Qualificação - A enfermeira Socorro Ruivo, coordenadora do Programa de Atendimento Integral às Vitimas de Escalpelamento, da Santa Casa de Misericórdia do Pará, destacou a importância de envolver a gestão municipal nesse trabalho. Segundo ela, a violência dos acidentes com escalpelamento deixam traumas e feridas profundas, principalmente nas mulheres, que representam mais de 95% dos casos.
“É fundamental o envolvimento dos municípios e a qualificação destes profissionais. O primeiro atendimento é feito no local do acidente, e este curativo é muito importante para o paciente. Além disso, a vítima de escalpelamento necessita de muito tempo de tratamento - em alguns casos a vida toda -, por isso os municípios devem estar preparados para isso, tanto as secretarias de Saúde como as de Educação, que devem trabalhar de forma efetiva a ressocialização dos alunos. Temos casos de crianças que abandonaram a escola por causa de bullying”, enfatizou Socorro Ruivo.
As sequelas de um escalpelamento podem ser muito graves. Em alguns casos, a vítima pode perder parte ou a totalidade do couro cabeludo, as orelhas e até as sobrancelhas. Além das lesões físicas, o trauma emocional dura a vida inteira, por isso o paciente precisa de acompanhamento constante. No Pará, a Santa Casa de Misericórdia é o hospital de referência no tratamento de escalpelados. Desde 2006, com a criação do Espaço Acolher, o governo do Estado oferece suporte completo aos pacientes. Uma equipe multidisciplinar, formada por enfermeiros, cirurgiões plásticos, psicólogos e outros profissionais, é responsável pela saúde física e emocional das vítimas. A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) ainda dá suporte educacional para crianças e adolescentes internados, que tem seus estudos continuados durante todo o processo.
No Pará, desde que o governo começou a acompanhar os casos de escalpelamento, em 1979, foram registrados mais de 390 acidentes. Em 2012 foram 13 ocorrências, cinco a mais que em 2011, quando oito mulheres se acidentaram. Segundo Socorro Ruivo, o perfil das pessoas mutiladas mudou, desde então. “Percebemos que hoje, diferentemente do que acontecia há alguns anos, as pessoas sabem o que é o escalpelamento, como ele acontece e como prevenir. No ano passado, todas as vítimas sabiam o que é o acidente e conheciam a cobertura do eixo, que ainda é o método mais eficaz de prevenção. Por isso, o trabalho de conscientização é hoje o mais importante”, frisou a coordenadora.
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Até maio deste ano o governo do Estado, por meio do CEAAE e da Coordenação de Mobilização Social da Sespa, realizará o primeiro encontro de mestres carpinteiros, responsáveis pela construção de embarcações utilizadas pelas comunidades ribeirinhas. 
O objetivo é conscientizar esses profissionais para a importância da cobertura dos eixos dos motores dos barcos, responsáveis pela maioria dos acidentes. A Universidade Federal do Pará (UFPA) é parceira desta iniciativa, por meio do Departamento de Engenharia, que desenvolveu um selo para as embarcações que saírem do estaleiro com a cobertura do eixo.


 Fonte: Agência Pará de Notícias.


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