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Tecnologia: Mais de 50 mil, já baixaram o aplicativo que identifica procurados


Em uma semana de funcionamento, cerca de 50 mil pessoas baixaram o aplicativo do Ministério da Justiça que permite a qualquer cidadão verificar pelo telefone celular se determinada pessoa é procurada pela Justiça e pela Polícia. O aplicativo, lançado em 24 de abril, utiliza a base de dados do Banco Nacional de Mandados de Prisão, mantido pelo Conselho Nacional de Justiça.

















 Depois do sucesso do módulo "CheckPlaca", com mais de 1,2 milhão de downloads e 33 mil veículos recuperados em quatro meses, por meio de consultas feitas pela população, o Ministério da Justiça (MJ) lançou, nesta semana, um novo módulo do aplicativo, desta vez por meio do Sistema Nacional de Informação de Segurança Pública (Sinesp Cidadão). É o Consulta a Mandados de Prisão.


Através do aplicativo, qualquer cidadão pode saber se uma pessoa está sendo procurada pela Justiça e pela polícia. Trata-se de um cadastro com 352 mil mandados de prisão, por diversos delitos, que aguardam cumprimento.
A expectativa é de que o serviço ajude a dar mais segurança à população e a evitar a impunidade, ou seja, retirar do convívio da sociedade pessoas de conduta duvidosa.
O primeiro módulo do aplicativo "CheckPlaca" consiste em permitir a qualquer pessoa consultar em segundos, por dispositivos móveis e também no ambiente web, se um veículo consta no sistema como roubado, furtado ou com placa clonada no país.
A consulta é fácil e gratuita, basta ter um aparelho compatível, baixar o aplicativo Sinesp Cidadão, escolher o módulo "consulta a mandados" e digitar dados de alguém. Pode ser o nome da pessoa, o nome da mãe dela e os números de algum dos seus documentos, como RG, CPF, Título de Eleitor, Passaporte, Certidão de Nascimento ou Casamento, Carteira Profissional, PIS/Pasep, entre outros.
Caso haja nomes iguais, é possível refinar a busca, com detalhes como órgão expedidor, ou o número do processo ou mandado referente àquela pessoa.
Quando o nome da pessoa é localizado entre os mandados de prisão em aberto, o aplicativo informa mais detalhes, como apelido do cidadão procurado, nacionalidade ou data de nascimento.
Ao ser identificado o mandado de prisão, basta acionar a polícia, através do 190, para que ela localize a pessoa e cumpra a ordem judicial.
De acordo com o delegado-geral de Polícia Civil do Amapá, Tito Guimarães Neto, os Tribunais de Justiça dos Estados são os responsáveis pela alimentação de dados junto à Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça (Senasp), haja vista serem esses órgãos que expedem mandados de prisão e de busca e apreensão.
Segundo ele, quando a polícia for informada sobre o paradeiro de um foragido, haverá uma consulta minuciosa sobre o nome do suspeito a fim de evitar possíveis enganos, pois as informações serão originadas por pessoas desconhecidas.
O aplicativo foi desenvolvido pela Senasp com suporte do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e banco de dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O novo módulo já está disponível para Android e estará disponível para Apple em dez dias.

Fontes: Conjur e MJ

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