terça-feira, 24 de novembro de 2015

Joelma, é uma das atrações no Aniversário de Jefferson Lima, neste domingo 29/11

O Radialista e apresentador de TV, Jefferson Ely Vale de Lima, o conhecido "Jefferson Lima", mais uma vez prepara-se para receber milhares de convidados em sua festa de Aniversario. Este ano o palco do aniversariante será o Bancrévea, localizado na Av. Independência - Parque Verde em Belém.

Este ano as atrações convidadas para marcar presença na festa de seu Aniversário, Jefferson Lima, convidou JOELMA, JEITO INOCENTE, FORRÓ NU 12,  e a presença do Cirurgião Plástico e Apresentador Brasileiro Dr. Rey o "Dr. Hollywood"

O ingresso será apenas, 1Kg de Feijão e 1Kg de Arroz, a troca acontecerá a partir desta quarta-feira 25/11, na TV RBA.

A festa promete ser boa!!!

O Alimentos arrecadados serão doados no "Natal Solidário" pelo radialista, em comunidades carentes.

"Carlos Baía, avisa pro nosso povo de Barcarena, que irei repartir o pão, ou  melhor, os alimentos, e enviarei através de você, meu amigo, vários alimentos para comunidades carentes de Barcarena neste natal, conto com sua presença lá também." me disse o aniversariante via-zap.


Vamos Lá!!!!



BANNER DO ANIVERSÁRIO






O ANIVERSARIANTE






EU, COM OS AMIGOS, JEFFERSON LIMA, TONINHO SANTOS E TONI GONÇALVES






De empregada doméstica a juíza: conheça a história da magistrada que chegou a dormir na rua

Com 12 anos, a menina Antônia Marina Faleiros, trabalhava em um canavial no interior de Minas Gerais e nem sonhava que um dia fosse se tornar juíza de Direito.

Aos 21, a jovem Antônia, filha de um trabalhador rural e uma dona de casa, foi correr atrás de uma vida melhor em Belo Horizonte. Na cidade grande, a moça da roça chegou a dormir oito meses em um ponto de ônibus porque não tinha onde passar a noite, enfrentando o frio e o perigo da capital mineira.

Para conseguir aprovação em seu primeiro concurso, de oficial de justiça do Tribunal de Justiça de Minas, ela catava, no lixo, folhas borradas de um mimeógrafo onde eram feitas apostilas de um cursinho preparatório. 

"Gosto de contar essa história para reafirmar: a filha de uma dona de casa simples e de um trabalhador rural pode sim alcançar o que quer. Todos nós podemos", se orgulha ela.

Hoje, aos 52 anos, casada, a juíza procura fazer a diferença por onde passa. Ela ajuda projetos sociais com crianças em Lauro de Freitas, Bahia, onde exerce o cargo de juíza da 1ª Vara Criminal da cidade. Dra Antônia também desenvolveu um projeto voltado para o resgate da cidadania dos carvoeiros e de seus familiares da cidade de Mucuri, na Bahia, ganhando prêmio no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). "A minha história de superação serve para eu ter a certeza de que, com a minha profissão, eu tenho que dar espaço para quem não tem espaço", pontua.

Filha mais velha de outros cinco irmãos, a mulher vencedora guarda uma triste lembrança no Estado do Espírito Santo. Um dos seus irmãos, Edésio, morreu em um trágico acidente em Água Doce do Norte, no ano de 1997: ele estava na carroceria de uma caminhonete quando o veículo capotou. 
Leia a entrevista do portal Gazeta Online com a juíza:


Como foi a sua infância?

Sou a primeira filha de uma sequência de 5 irmãos que sobreviveram, já que alguns faleceram no parto. Vim do interior de Minas Gerais, há 52 anos. O que eu me lembro e gosto de repetir é que olhando os fatos para trás, no filtro do passado e da saudade, a história parece até bem bonita, mas na época, para ser sincera, não tinha graça nenhuma. Tivemos todos que trabalhar cedo, como uma imposição da necessidade, não por exploração dos pais. Eles não tinham como proporcionar boas condições e tínhamos que trabalhar, era uma realidade dos jovens da roça.


Por que você teve que trabalhar tão cedo?

Bem pequena,como filha mais velha, acabei assumindo a responsabilidade de cuidar dos irmãos mais novos porque meus pais tinham outras obrigações. Com mais idade, vendo as dificuldades do meu pai de colocar comida em casa, já que ele era um trabalhador braçal e ganhava muito pouco, e da minha mãe, costureira, tomei a consciência do trabalho. Antes desse trabalho mais duro, do canavial, já trabalhava lavando roupas para os outros. Juntava dinheiro para comprar caderno para os irmãos e para mim mesma. Com 12 anos, recebi esse convite para trabalhar no canavial, através de "gatos", que são recrutadores de mão de obra para fazer esse trabalho na divisa entre Minas e São Paulo.


Desde pequena você já era uma pessoa esforçada, que gostava de estudar?

Sempre gostei de estudar. Fui alfabetizada pela minha mãe com 4, 5 anos e sempre fui adepta da leitura. Devo isso aos meus pais, especialmente minha mãe, que era uma pessoa que não tinha uma formação acadêmica apurada, que estudou até a quarta série primária, mas tinha muita curiosidade e vontade de adquirir conhecimento, além de ler muito. Era uma mãe muito exigente com o desempenho dos filhos. Ela sempre dizia uma frase que eu repito para os meus sobrinhos: quem tem a cama feita pode se contentar com o razoável. Quem não tem a cama feita, deve ser muito bom no que faz. 


Por que você teve que dormir por oito meses em um ponto de ônibus?

Eu fui para a cidade grande procurar um emprego com 22 anos e nos primeiros dias tive que ficar na casa de parentes, fingindo que estava de passeio. Fiquei um período, mas chegou um momento que ficou insustentável, não dava para ficar de favor. Tive que me arrumar. Arrumei um emprego de empregada doméstica, mas a patroa não gostava que a funcionária dormisse na casa dela, porque ela achava que tirava a liberdade dos donos da casa. Para não ser obrigada a retornar para o interior, para a roça, e ter que abrir mão do meu sonho de fazer um curso superior e trilhar um caminho diferente daqueles que moravam na minha terra, eu mentia para minha mãe que dormia na casa da patroa e fingia para a patroa que dormia na casa de parentes. Mas na verdade eu não dormia na casa de ninguém porque eu não tinha onde morar. Eu passava a noite sentada fingindo que estava esperando ônibus. Como era um ponto muito movimentado, dava para enganar.


Você não tinha medo de dormir no ponto?

Era um lugar movimentado e havia uma outra particularidade: lá no prédio perto de onde dormia, funcionava o posto central da telefonia e, naquele tempo em que não havia celular, as pessoas usavam o posto para fazer as ligações interurbanas. Para me ajudar ainda mais, o preço era mais barato entre 23 horas e 5 da manhã. Ou seja, tinha sempre movimento, havia gente entrando e saindo do posto toda agora. Acontecia de eu notar que tinha alguém me olhando muito e aí eu entrava no posto como se eu fosse fazer uma ligação para disfarçar.


Aquela menina lá do interior imaginava que um dia poderia ser juíza?

Não tinha nem noção do que era um tribunal e muito menos da função de um oficial. Aos domingos, a gente comprava o jornal para ver os anúncios de emprego e em um deles havia o anúncio do concurso, patrocinado por um curso preparatório, com os cargos e as exigências. O de oficial me atraiu porque as matérias eram apenas três: português, matemática e noções de direito.


E essa história de estudar com folhas do lixo...

Português e matemática eram matérias tranquilas, que eu tinha um bom desempenho, dominava bem as disciplinas. Noções de direito eu não tinha nem ideia do que era. Aqueles vocábulos: legitimidade, competência, turma julgadora, desembargador - eu não tinha nem noção. Pensei: noções de direito posso aprender com as apostilas do cursinho e fui até lá para ver a possibilidade de comprar. Ao chegar, observei que o custo era muito acima da minha capacidade econômica, muito além. Enquanto conversava com a atendente, fiquei ali tentando imaginar o que eu poderia fazer para não desistir daquele cargo que seria minha salvação. Como oficial, eu ganharia dez vezes mais do que eu ganhava como doméstica, daria para fazer muita coisa boa na minha vida e na vida da minha família. Eu vi a secretária descartando algumas folhas, que ela passava no mimeógrafo e jogava fora. Peguei e percebi que dava para ler, apesar das folhas borradas. Aquele dia eu catei algumas e a partir daí, eu passei a ir rotineiramente na sede do cursinho. Hoje, relembrando essa história, eu desconfio que aquela secretária, cujo nome não sei e nunca mais a vi, percebeu que eu estava pegando aquelas folhas porque as folhas borradas passaram a ficar em uma lixeira seca, sem copinhos de café. E aí eu fui catando aquelas folhas e estudando, o que foi suficiente para eu fazer uma pontuação boa na tal noção de direito. Com isso, eu consegui, junto com as boas notas em matemática e português, o terceiro lugar no concurso.


Quando começou o interesse pela carreira jurídica?

A convivência com tantas pessoas da área jurídica - juízes, desembargadores, advogados, procuradores -, pessoas com as quais eu comecei a compreender o mundo do direito, acabou me despertando para uma carreira jurídica, que a princípio não era a minha opção de formação universitária. A carreira jurídica acabou surgindo em razão das circunstâncias. A decisão final veio na última hora, no momento da inscrição, quando um amigo desembargador me entusiasmou com argumentos sólidos, mas me lembrou também que a faculdade de direito ficava perto do Tribunal e tinha bandejão. Eu ficava com fome a noite porque não tinha como pagar lanche e o pensionato, onde passei a morar depois que assumi o cargo de oficial, não fornecia comida durante o período. Como aluna do curso, teria um bandejão para me alimentar, inclusive aos finais de semana. Em 1986, passei no vestibular e no ano seguinte comecei a estudar


E a sua família, como ficou com a notícia?

Tive a oportunidade de ouvir muitas vezes o orgulho dos meu pais de ver a filha formando. Sempre ajudava muito meus pais e irmãos. Meu pai chegou a verbalizar a alegria, principalmente porque havia aquele temor de que a menina fosse para a capital e se envolvesse com coisas erradas, voltando inclusive com um filho sem pai. E minha família era muito tradicional e simples do interior. Meu irmão Edésio, mais velho depois de mim, já falecido em um trágico acidente no Espírito Santo, sempre dizia que a minha história era um marco. Eu fui uma das poucas da minha geração que fez a faculdade naquele tempo. Eu rompi uma barreira.


Por ser de origem pobre, você já passou por alguma humilhação?

Muitas. Por volta de 8, 9 anos eu tinha os dentes muito estragados, muito cariados, e houve um projeto na Escola que sugeriu que eu arrancasse os dentes podres. Eu me recusava a extrair porque acreditava que um dia eu conseguiria tratar os dentes. Foram até conversar com os meus pais para me obrigar a tirá-los. Eles diziam que era uma ilusão da minha parte sonhar em tratar os dentes. Meu pai olhou para mim, me perguntou se eu queria arrancar e eu respondi: um dia vou tratar os meus dentes. Foi ali que me deixaram da forma que eu estava porque meu pai acreditou em mim. Lembro da humilhação que era diante da impossibilidade de apresentar peças, textos, inclusive textos que eu mesmo redigi na escola, porque eu não tinha a aparência adequada, não tinha os dentes bonitos. Mesmo ganhando prêmios com as minhas redações, não deixavam eu ler nas apresentações. Não fico me martirizando, reprisando esses eventos porque são eventos que ainda doem depois de tanto tempo. Dói de uma forma diferente, não é aquela dor de mágoa, é uma dor de tristeza de imaginar que uma criança ainda pode ser confrontada com esse tipo de comportamento. Quando me lembro dessas passagens da minha vida, faço isso para que sirva de lição para mim mesma: com a minha profissão, eu tenho sempre que dar espaço para quem não tem espaço.


Como que a juíza define a mulher Antônia?

A mulher Antônia Marina Faleiros é uma mulher abençoada, de uma família abençoada, e que teve sorte de encontrar pessoas de bem pelo caminho. Considerando a história de vida,tudo que eu passei, eu dei um salto que eu gosto de sempre reprisar para firmar que isso é possível: a filha de um trabalhador braçal semi-analfabeto e de uma dona de casa simples, que passou por todas essas histórias, que conheceu o creme dental com 11 anos, que teve que trabalhar cedo, pode estudar e chegar aonde quer. Todos nós podemos.


Qual mensagem você gostaria de deixar para todos aqueles que passam por dificuldades parecidas com a que enfrentou?

Conto brevemente a reação da minha mãe quando contei para ela que tinha passado em terceiro lugar no concurso de oficial de justiça. Ela me indagou: 'a prova estava tão difícil assim?". Ainda rebati e disse: 'Mãe, pense bem, quantas pessoas ficaram para trás?'. E ela me disse assim: 'você já viu corredor olhar para trás? Corredor olha para frente'. Então eu digo sempre isso: temos que olhar para frente e não para as dificuldades que passamos. É pensar no quem tem que ser alcançado, é ter disciplina e meta.


Fonte: Gazeta Online

Bancária chamada de "mulher de malandro" por gerente receberá R$ 50 mil

Uma bancária que era constantemente chamada de “mulher de malandro” e humilhada pelo gerente da agência por não conseguir cumprir metas abusivas receberá R$ 50 mil de danos morais. A decisão é da 6ª Câmara do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas-SP). A condenação foi arbitrada em primeira instância pela 1ª Vara do Trabalho de Franca. O colegiado, porém, deu parcial provimento ao recurso do banco, excluindo a condenação imposta em primeira instância, entre outras, ao pagamento de horas extras e indenização por danos materiais, referente ao custo do tratamento psicológico da funcionária assediada.
Quanto aos danos materiais, a relatora do acórdão, desembargadora Luciane Storel da Silva, entendeu que, apesar de ter sido configurada a ocorrência de dano moral, causado pelas humilhações e cobranças abusivas por metas cometidas pelo banco, "não há como estabelecer uma correlação entre o malefício apurado e o prejuízo material informado" e, por isso, negou a indenização pelos danos materiais alegados.
Já com relação aos danos morais, o acórdão registrou que a prova oral colhida nos autos confirma as alegações de que o gerente impunha um clima tenso entre os funcionários da agência, humilhando-os, "principalmente as mulheres, dirigindo-se a elas como ‘mulheres de malandro'". O acórdão chamou de "lamentável" e "intolerável ao ser humano médio" essa atitude do gerente. Também se comprovou que "havia cobranças abusivas por metas" e, por tudo isso, tanto o juízo de primeiro grau quanto o colegiado se convenceram de que houve, de fato, "prática de assédio moral".
Quanto ao valor fixado, o acórdão ressaltou que "o valor da indenização arbitrado pela origem em R$ 50 mil apresenta-se hábil para dirimir o malefício moral perpetrado, devendo o valor ser atualizado e acrescido de juros". O colegiado ainda reputou como "grave" o grau de culpa da reclamada, pelo fato de ter desmerecido a reclamante que "trabalhou por quase 20 anos para o ente bancário, sem máculas, vindo a encerrar a sua carreira sob pressão e humilhação". Com informações da Assessoria de Imprensa do TRT-15.
Processo 0002320-82.2013.5.15.0015

Fonte: Conjur

Unesco: Brasil é reprovado no quesito igualdade de gênero nas escolas


Apesar de representarem a maior parte da população, mulheres ainda são minoria em salas de aula no ensino básico. Panorama se repete em todo o mundo: apenas 62 países alcançaram a igualdade de gênero no acesso à educação.

No Brasil, a paridade de gênero no acesso à educação básica ainda não é uma realidade. De acordo com Ministério da Educação (MEC), nos últimos três anos, 49% das matrículas no ensino fundamental eram de meninas, e 51%, de meninos. “Considerando que as mulheres representam 51% da população brasileira, estamos quase chegando na paridade”, declarou ao Congresso em Foco o secretário de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do MEC, Paulo Gabriel Soledade Nacif.
Nesse sentido, o desafio do país está no ensino médio. “Nós não temos um problema de acesso. Nós temos um problema, notadamente, de permanência”, afirma Nacif.
Corroborando a tese do secretário, o relatório Monitoramento Global de Educação para Todos, produzido pela Unesco, revela que houve avanços no acesso à educação no Brasil desde 2000. O estudo também mostra que, no ensino médio, os meninos são mais propensos à desistência dos estudos do que as meninas. O fenômeno pode ser explicado, em parte, pelas dinâmicas sociais às quais os homens também estão submetidos desde cedo, como a necessidade de buscar emprego para ajudar nas despesas da família.
“Nós temos um estudo de experiências inovadoras no ensino médio que busca justamente enfrentar essa dinâmica ainda perversa de exclusão dos nossos alunos. Dentro do PNE [Plano Nacional de Eduacação] temos a escola em tempo integral, que está sendo colocada em prática por meio de diversos programas que buscam resolver esses desafios”, explica o secretário.
O relatório cita ainda a International Men and Gender Equality Survey, pesquisa aplicada entre 2009 e 2010 no Brasil, Chile, Croácia, Índia, México e Ruanda. Ela revelou que “homens com menos educação expressaram visões de gênero discriminatórias, eram mais propensos a ser violentos em casa e estavam menos propensos a se envolver nos cuidados com filhos, se fossem pais. Homens com ensino médio demonstraram atitudes mais igualitárias em relação a gênero”.

Gênero nas escolas:
Ao final do levantamento, o relatório faz algumas recomendações para que países consigam alcançar a paridade de gênero nas instituições de ensino. O documento sugere que a capacitação de professores para a abordagem de questões de gênero nas salas de aula “ajuda escolas a efetivamente desafiar estereótipos de gênero e normas sociais discriminatórias arraigadas”.
No Brasil, o projeto inicial do PNE, que traça as estratégias para políticas educacional dos próximos dez anos (2014-2024), incluiu entre as metas o combate à “discriminação racial, orientação sexual ou à identidade de gênero”. A proposta gerou polêmica no Congresso: a bancada evangélica se mobilizou para vetar o item, alegando que discussões sobre ideologia de gênero nas escolas iriam distorcer os conceitos de homem e mulher, colocando em risco o modelo tradicional de família. Com a alteração, houve quem alegasse que a versão aprovada pela Câmara, em abril deste ano, simplificou a meta do PNE a um objetivo genérico de erradicação de todas as formas de discriminação.

Panorama global:
Reduzir a disparidade entre o número de meninos e meninas nas salas de aula não é um desafio só do Brasil. Menos da metade dos 164 países que estabeleceram metas para implementar a igualdade de gênero nos ensinos fundamental e médio até 2015 conseguiram alcançar o objetivo, como aponta o documento da Unesco.
A proposta integra os Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM), compromisso firmado em setembro de 2000 por 189 nações que define oito metas a serem alcançadas até este ano. Entre elas, o acesso à educação básica por todos e a redução da desigualdade de gênero. Assim, o efeito de alcançar a paridade entre meninos e meninas nos ensinos primário e secundário foi reconhecido como uma etapa essencial para atingir igualdade de um modo mais amplo.
Em 2000, só havia 36 países que apresentavam índices igualitários. Já em 2015, são 62, dos quais 37 estão concentrados na América do Norte e na Europa.
O relatório ainda mostra que 9% de todas as crianças do mundo estão fora da escola e que, nos últimos 15 anos, houve pouco avanço quanto à alfabetização de mulheres adultas. Estima-se ainda que há cerca de 481 milhões de mulheres com 15 anos ou mais que não sabem ler ou escrever, o que representa 64% do número total de analfabetos, uma porcentagem quase inalterada desde 2000. “A falta de progresso na alfabetização de mulheres adultas é gritante”, diz o documento. Metade das adultas no Sul e Oeste da Ásia e África subsaariana é iletrada.
De acordo com o levantamento, obstáculos estruturais e normas sociais discriminatórias contribuem para a desigualdade de gênero, como casamento precoce – em 2012, aproximadamente uma em cada cinco mulheres casadas tinham entre 15 e 19 anos –, gravidez na adolescência, violência de gênero, divisão sexual do trabalho, práticas tradicionais de reclusão e favorecimento da educação de meninos no planejamento econômico familiar.
Apesar das dificuldades que ainda persistem, o relatório aponta alguns progressos: em todo o mundo há 84 milhões de crianças a menos fora das escolas desde 2000, dentre elas 52 milhões de meninas.
O monitoramento também traz dados indicando que a discussão de gênero não deve ser encarada como um tema de interesse apenas das mulheres. Os índices apresentados mostram que, enquanto as meninas são menos propensas a se matricular no ensino básico, os meninos são mais propensos a abandonar a escola cedo, no ensino médio. Entre os países membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 73% das meninas concluíram o ensino médio no prazo, em comparação com apenas 63% dos meninos.