terça-feira, 29 de setembro de 2015

Barcarena: Faltam 2 dias para o Festival do Abacaxi, veja as atrações e valores...



ACOMPANHE AS ATRAÇÕES e PREÇOS:



Quinta-feira (01 de Outubro)

Pe. Fábio de Melo

Ministério JK

Edna Marks

Ana Olliver

Grupo de Pagode Ressurreição

*INGRESSO R$60,00 (ANTECIPADO, ATÉ QUARTA-FEIRA 30/09, CUSTARÁ: R$30,00)
*CAMAROTE PARA DEZ PESSOAS R$ 1.000,00






Sexta-feira (02 de Outubro) 

Thiago Costa

Teddy & Banda

Pérola Negra

Fruto Sensual

Cobertura: Signos Evolution

*INGRESSO R$ 20,00 (ANTECIPADO, ATÉ QUINTA-FEIRA 01/10, CUSTARÁ: R$ 10,00)
*CAMAROTE PARA DEZ PESSOAS R$ 500,00



Sábado ( 03 de Outubro)

Cláudia Leite 

Mestre Vieira

Vila Sertaneja

Cobertura: Som Moraes.

*INGRESSO, R$ 80,00 (ANTECIPADO, ATÉ SEXTA-FEIRA 02/10, CUSTARÁ: R$ 40,00)
*CAMAROTE PARA DEZ PESSOAS R$ 1.000,00



Domingo (04 de Outubro)

Lucas Lucco

Grupo SPD

Jhácy Farias

Waldo Possa

Henrique e Gabriel

Cobertura: Tuxáua

*INGRESSO R$ 60,00 (ANTECIPADO, ATÉ SÁBADO 03/10, CUSTARÁ: R$ 30,00)
*CAMAROTE PARA DEZ PESSOAS R$ 1.000,00



Saiba mais sobre o 35º Festival do Abacaxi, AQUI na Fanpage Oficial do Festival.



O blog, foi convidado pela Hydro para o show do grupo norueguês 'a-ha' em Barcarena.

Arquivo/Divulgação
O blog foi convidado pela empresa global de alumínio Hydro, a prestigiar um dos shows que a banda ‘a-há’ realizará no Pará, show que acontecerá nesta quinta-feira (01/10) no Cabana Clube em Barcarena.

Sucesso desde a década de 80, a banda norueguesa a-ha vem ao Pará pela primeira vez a convite da Hydro, empresa global de alumínio que tem no estado parte significativa de seus negócios. Os músicos visitam os municípios de Barcarena e Paragominas, onde farão shows exclusivos para os empregados da Hydro. Os eventos celebram os 110 anos de atuação da empresa, os 30 anos da Albras e os 20 anos da Hydro Alunorte, que junto com a Hydro Paragominas são um dos maiores exemplos de verticalização do estado.

A banda vem ao Pará aproveitando a passagem pelo Brasil, onde terá agenda de shows que começa com a participação no Rock in Rio no dia 27 de setembro. No Pará, os músicos se apresentam o dia 1º de outubro em Barcarena e no dia 3 em Paragominas, sendo os dois eventos para público fechado.

Convites do "Blog do Carlos Baía"
Como parte das ações de parceria com o a-ha, a Hydro lançou na Apple Store um remix do maior sucesso da banda, “Take on me”, produzido pelo DJ Kygo. O jovem norueguês de 24 anos é destaque no cenário internacional da música. Sua primeira trilha original, “Firestone”, lançada em 2014 acumulou mais de 7 milhões de execuções no SoundCloud e YouTube e mais de 40 milhões de execuções no Spotify.



Renovação e Meio Ambiente

A vinda dos músicos é parte das ações globais que a Hydro está realizando em 2015. O momento marca a nova campanha global da companhia: “Renove”, que diz respeito a tudo que é renovável, duradouro, transformador, como a empresa e o alumínio.  Com 110 anos de atuação, a companhia desenvolve tecnologias inovadoras por meio do alumínio, metal infinitamente reciclável e reutilizável, o metal do futuro. Esse posicionamento da empresa e a identificação com a banda justificam a escolha dos músicos para shows no estado: o a-ha se renovou ao longo de 30 anos de carreira e é reconhecidamente engajado com temas importantes como reflorestamento, reciclagem e cidadania.

Uma das marcas da empresa é o compromisso ambiental. A Hydro global tem a meta ambiciosa de se tornar carbono-neutro até 2020. E o Pará desempenha um papel de grande importância no alcance deste resultado.

Extremamente engajada em causas socioambientais, a banda norueguesa participará de dois projetos de caráter ambiental nos municípios onde ficam as instalações da Hydro. Em Barcarena, o tecladista Magne Furuholmen fará uma oficina de reaproveitamento de materiais recicláveis com um grupo de crianças do projeto Bola pra Frente, Educação pra Gente, desenvolvido pela Hydro Alunorte, em parceria com a prefeitura de Barcarena.

Além de músico, Magne tem uma carreira como artista plástico e se dedica à pintura e escultura, entre outros estilos. Com mostras realizadas principalmente na Noruega e toda a Europa, o artista vai trazer ao Brasil um de seus projetos, que será apresentado no dia 28 de setembro no Museu de Arte Contemporânea (MAC) de Niterói, no Rio de Janeiro.
Em Paragominas, o vocalista Morten Harket fará o plantio de mudas na área de reflorestamento na mina de bauxita da Hydro Paragominas, que tem a meta de equilibrar 1 hectare de área reflorestada a cada hectare de área minerada até o ano de 2017. O músico vai ter a colaboração de crianças do projeto social Caseca, iniciativa desenvolvida pela Hydro no município que auxilia a aprendizagem de mais de mil crianças e adolescentes por meio do uso da tecnologia.



Concurso vai premiar fotos no Instagram

Embora os shows no Pará sejam exclusivos, fãs da banda terão oportunidade de concorrer a ingressos para assistir à primeira apresentação do grupo no estado, no dia 1º de outubro, em Barcarena. Serão premiadas 30 pessoas com acompanhante por meio do concurso cultural “Renove sua paixão pelo futuro”, realizado pela Hydro na rede social Instagram. A participação no concurso é aberta a quem tem 16 anos ou mais, mora no estado do Pará e tem um perfil válido no Instagram.

Para concorrer, o usuário deve seguir o perfil da Hydro no Instagram (@hydronobrasil) e postar uma foto mostrando uma atitude com o potencial de transformar o futuro da humanidade para melhor. A imagem deve ser acompanhada das hashtags #RENOVESUAPAIXÃO e #REPENSEOFUTURO. Uma comissão julgadora elegerá as 30 imagens vencedoras para assistir o show, com direito a acompanhante.

Concorrerão ao sorteio todos os posts realizados até às 17h do dia 20 de setembro (horário de Brasília), desde que cumpridos os requisitos do regulamento. Os vencedores serão conhecidos no dia 27 de setembro no perfil da Hydro no Instagram.



A Hydro e o Pará – Para Sempre

A Hydro é uma empresa global de alumínio, com uma história substancial no Pará. Embora sediada na Noruega, os maiores e mais importantes ativos da companhia estão aqui: em Paragominas fica a mina de bauxita e, em Barcarena, a refinaria de alumina Hydro Alunorte e a fábrica de alumínio primário Albras. Juntas, essas empresas constituem um dos exemplos mais fortes de verticalização atualmente no estado.


Em 2014, a Hydro apresentou seu posicionamento estratégico, o “Para Sempre”, e o compromisso de ficar no estado que acolheu a empresa.  A Hydro investiu cerca de R$ 8 bilhões nos últimos 10 anos no Pará, e atualmente emprega – direta e indiretamente – 8.500 pessoas nas unidades Hydro Paragominas, Hydro Alunorte e Albras. Com o compromisso de se desenvolver junto com o estado, a companhia ainda assumiu em 2015 o compromisso de aumentar as vendas de alumínio para o mercado doméstico, expandir a produção na Hydro Paragominas e Hydro Alunorte e, ainda, cooperar com o estado por meio da contribuição no valor de R$ 2,6 milhões para um estudo que prevê o desenvolvimento socioeconômico do Pará. As pesquisas serão conduzidas pela consultoria internacional McKinsey.

Fonte: Hydro

Entidades criticam projeto que exclui união homoafetiva como família

Associações que protegem o direito LGBT criticaram, nesta sexta-feira (25), a aprovação do texto-base do Projeto de Lei 6583-13, o chamado “Estatuto da Família”. O substitutivo da comissão especial analisado nesta quinta-feira (24) restringe o conceito de família como a união entre um homem e uma mulher.
Segundo o relatório aprovado pela comissão, por 17 votos a cinco, nem toda associação pode ser considerada “base da sociedade” e nem toda relação terá direito à “especial proteção” do Estado, que deverá ser dada à “situação constitutiva e necessária para a perpetuação da sociedade civil”. Ainda faltam ser analisados quatro destaques à matéria, o que deve ocorrer na próxima semana. Como a proposta tramita em caráter terminativo, ela dispensa apreciação pelo Plenário da Câmara. No entanto, os parlamentares integrantes da comissão especial reconhecem que, devido à polêmica que o tema suscita, haverá recurso para que o PL seja votado no Plenário da Câmara antes se seguir à sanção presidencial.
Em nota oficial, a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) declarou que o PL é um “acinte à cidadania” e classificou a proposta como “inconstitucional”, visto que o Supremo Tribunal Federal (STF) já reconheceu a união estável homoafetiva em julgamento realizado em 2011. A entidade também classifica a proposta como fruto de uma “onda fascista”.
“A aprovação do parecer favorável ao Projeto é mais um aviso do perigo para a democracia posto pela onda conservadora, reacionária e fascista que não respeita o princípio primordial constitucional da igualdade de todas as pessoas perante a lei e o direito à igual proteção pela lei”, pontua a entidade. “É impossível não ver o paralelo com o acontecido na Alemanha nos anos 1930, onde os direitos de determinados grupos da sociedade foram sendo minados, para depois serem segregados, perseguidos e por fim aniquilados”, complementa.
Já a Associação Brasileira de Famílias Homoafetivas (ABRAFH) declara, também por meio de nota oficial, que “reprova toda iniciativa que visa desqualificar e excluir qualquer pessoa da tutela jurídica do Estado” e que a proposta não tem “fundamento legal”. “A Constituição Federal assegura proteção especial à família, sem identificar seu formato. O Supremo Tribunal Federal, ao interpretar o conceito de união estável, afastou a diferença do sexo de seus integrantes para ser reconhecida como entidade familiar”, constata.
“Como Estado Laico, [a Câmara] deve editar leis sem a interferência de qualquer religião. Além de assegurar direitos à população LGBTI, é indispensável criminalizar a homofobia, pois é chegada a hora de dar um basta ao preconceito e à discriminação”, ressalta a entidade. “Defendemos a pluralidade e o respeito. Não à exclusão. Não à imposição. E sobretudo Não à violência, Não aos ataques aos que pensam e vivem de maneira diferente da nossa”, finaliza.

Confira as notas oficiais da ABGLT e da ABRAFH

NOTA DE REPÚDIO DA ABGLT
PROJETO DE LEI nº 6583/13 – ESTATUTO DA “FAMÍLIA”
A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT – vem a público manifestar seu repúdio à Comissão Especial da Câmara dos Deputados que nesta data aprovou por 17 votos a 5 o parecer do relator do assim chamado “Estatuto da Família”.
O Projeto de Lei nº 6583/13, conforme apresentado, parece estar permeado pelas convicções religiosas pessoais do seu autor, em patente desrespeito à laicidade do Estado, quando esta, constitucionalmente, deveria prevalecer no ato de propor leis.
O Projeto de Lei na sua atual forma é um acinte à cidadania e inconstitucional por criar desigualdades perante a lei, restringir o direito de adotar e por ser discriminatória contra todos e todas que formam famílias das mais diversas, sem seguir o modelo de homem e mulher proposto pelo Projeto.
A referência a homem e mulher no §3º do art. 226 da Constituição Federal dizia respeito ao reconhecimento da união estável, e não à composição da família. A Constituição não prescreve a composição da família, e sim a deixa aberta como reflexo de todas as possíveis formas de família. Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) já afirmaram isso categoricamente.
Em relação aos casais homoafetivos, a instância com a devida competência para interpretar a Constituição, o STF, julgou por unanimidade que nós temos igual direito ao reconhecimento da união estável, e maioria dos ministros do STF também julgou que temos igual direito ao casamento civil, decisão esta efetivada pela Resolução nº 175/2013 do Conselho Nacional de Justiça. Também somos família. Como afirmou o ministro Celso de Mello: “Ninguém pode ser privado de seus direitos políticos e jurídicos por conta de sua orientação sexual.”
São diversos os arranjos familiares atuais, conforme retratados pelo Censo Demográfico de 2010 (IBGE): 66,2% são famílias “nucleares” (definidas como um casal com ou sem filhos, ou uma mulher ou um homem com filhos); 19% são estendidas (mesmo arranjo anterior, mas inclui convivência com parente(s)); 2,5% são compostas (inclui convivência com quem não é parente) e os demais 12,3% são pessoas que moram sozinhas. O Projeto de Lei nº 6583/13 desqualifica 24,9% das famílias identificadas pelo Censo de 2010.
O estudioso alemão Petzold identificou 196 tipos diferentes de família. Isto significa que o modelo nuclear de família composto por pai, mãe e seus filhos biológicos não é suficiente para a compreensão da nova realidade familiar.  Já em 2006, a legislação brasileira corroborou este fato na Lei Maria da Penha, com a seguinte conceituação: “família, compreendida como a comunidade formada por indivíduos que são ou se consideram aparentados, unidos por laços naturais, por afinidade ou por vontade expressa” (Art. 5o , inciso II) e que “as relações pessoais enunciadas neste artigo independem de orientação sexual”(inciso III, § único).
A aprovação do parecer favorável ao Projeto é mais um aviso do perigo para a democracia posto pela onda conservadora, reacionária e fascista que não respeita o princípio primordial constitucional da igualdade de todas as pessoas perante a lei e o direito à igual proteção pela lei.  É impossível não ver o paralelo com o acontecido na Alemanha nos anos 1930, onde os direitos de determinados grupos da sociedade foram sendo minados, para depois serem segregados, perseguidos e por fim aniquilados.  O Projeto de Lei nº 6583/13 é apenas um exemplo de um movimento liderado por políticos reacionários e supostamente religiosos, vários na mira da Operação Lava Jato, que impulsionam o Brasil para este mesmo caminho perigoso que resultou no holocausto.
O Projeto de Lei nº 6583/13 é excludente, discriminatório, inconstitucional, homofóbico, patriarcal e machista. Se por ventura chegar a ser sancionado como lei, recorreremos a todas as instâncias, nacionais e internacionais, para que essa abominação seja deletada da legislação brasileira.
24 de setembro de 2015
Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT


NOTA DE REPÚDIO DA ABRAFH
PROJETO DE LEI nº 6583/13 – ESTATUTO “DA” FAMÍLIA
A Associação Brasileira de Famílias Homoafetivas expressa seu repúdio à aprovação do parecer do deputado Diego Garcia, relator na Comissão Especial sobre Estatuto da Família (PL 6.583/13). O texto segue agora para o plenário da Câmara dos Deputados, restringindo o conceito de família às famílias tradicionais, excluindo do texto os casais homoafetivos.
A Abrafh, criada para defender os direitos de famílias com filhos, pais ou membros LBGTI, reprova toda iniciativa que visa desqualificar e excluir qualquer pessoa da tutela jurídica do Estado, que tem o dever de prover Educação, Segurança, Saúde e Dignidade, assegurando-lhe o respeito à intimidade e ao livre arbítrio.
Todos são iguais perante a Lei, assim reza nossa Constituição Federal em seu Artigo 5º. E assim deve legislar o Congresso Nacional, em defesa de todos.
Não há fundamento legal que ampare ou justifique cercear direitos e negar proteção a quem dispõe do direito de ter uma família.
A Constituição Federal assegura proteção especial à família, sem identificar seu formato. O Supremo Tribunal Federal, ao interpretar o conceito de união estável, afastou a diferença do sexo de seus integrantes para ser reconhecida como entidade familiar.
Como Estado Laico, deve editar leis sem a interferência de qualquer religião. Além de assegurar direitos à população LGBTI, é indispensável criminalizar a homofobia, pois é chegada a hora de dar um basta ao preconceito e à discriminação.
Isso dito, defendemos as famílias, em toda sua pluralidade, à luz da sociedade brasileira em pleno século XXI, e em consonância com o que acontece em nações do Primeiro Mundo. Não há família, mas famílias, um conceito plural.
Defendemos a pluralidade e o respeito. Não à exclusão. Não à imposição. E sobretudo Não à violência, Não aos ataques aos que pensam e vivem de maneira diferente da nossa.
Defendemos Civilidade e Cidadania. Direitos a todos.
ABRAFH | Associação Brasileira de Famílias Homoafetivas.


CCJ discute aumento de pena para crime contra honra cometido em redes sociais

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara realiza audiência pública, nesta terça-feira (29), sobre o projeto de lei que aumenta em 1/3 a pena para os chamados crimes contra a honra, quando cometidos em redes sociais (PL 215/15).
O debate foi proposto pelo deputado José Fogaça (PMDB-RS). De acordo com o parlamentar, esta discussão é importante antes da decisão final da comissão devido à complexidade do tema e ao fato de o projeto ser analisado apenas pela CCJ antes de seguir para o Plenário.
A proposta, do deputado Hildo Rocha (PMDB-MA), altera o Código Penal Brasileiro (Decreto-Lei2848/40), que já prevê casos em que a pena para os crimes de calúnia, difamação e injúria é aumentada em um 1/3. São aqueles cometidos contra: o presidente da República ou chefe de governo estrangeiro; funcionário público; a honra de alguém na presença de várias pessoas ou por meio que facilite a divulgação; idosos e pessoas com deficiência (neste caso, exceto para o crime de injúria).
Convidados
- o chefe de Gabinete do Ministro da Justiça, Márcio Lopes de Freitas Filho;
- o presidente do Instituto Brasileiro de Direito Digital e Coordenador da Comissão de Direito Digital do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, Frederico Meinberg Ceroy;
- o membro da Articulação Marco Civil Já e Diretor do Instituto Beta para a Internet e a Democracia, Paulo Rená;
- o diretor executivo da presidência da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, Carlos Eduardo Miguel Sobral;
- o delegado Sílvio Cerqueira;
- o procurador do Distrito Federal, doutor em Direito, Estado e Constituição pela Universidade de Brasília, Marcelo Cama Proença Fernandes;
- a representante do Ministério Público Federal, Neide Mara Cavalcanti Cardoso de Oliveira; e
- Jaílson Alves das Neves, vítima de crime praticado por meio das redes sociais

A audiência acontecerá no plenário 3, às 9h30.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:




TST condena operadora de telefonia por processo de demissão "agonizante"

A perda do emprego em si não gera dano moral, mas se a dissolução do contrato gerar angústia e vexação ao trabalhador a empresa terá que arcar com a responsabilidade civil. O entendimento é da 7ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho, que negou agravo de instrumento e condenou uma operadora de telefonia a indenizar um ex-gerente de planejamento comercial por pressioná-lo psicologicamente na hora da demissão.
O caso teve início quando um executivo assumiu como presidente da empresa em 2008 e anunciou que só "os melhores" permaneceriam durante processo seletivo que resultou em demissão coletiva. Na ação trabalhista, o ex-gerente denunciou que esse processo acarretou abuso, desrespeito, crueldade e preconceito.
De acordo com ele, os profissionais que possuíam cargo de coordenação, gerência e direção foram convocados a participar de uma reunião com o novo presidente da companhia, na qual foram informados de que haveria um processo de seleção interna que definiria o destino de cada um, deixando claro que somente permaneceriam na empresa aqueles que tivessem o "perfil desejado" pela nova organização. Segundo ele, nunca houve retorno da seleção, mas apenas a demissão em massa de todos os que participaram do encontro.
Após a reunião, segundo o trabalhador, o clima na empresa tornou-se insuportável: o presidente iniciou uma turnê pelas filiais anunciando a possibilidade de demissão dos gestores, repetindo por onde passava frases como "Vamos aproveitar o que temos de melhor" e "Não se faz um omelete sem quebrar ovos".
Processo traumático
Como foi um dos dispensados, o ex-gerente acionou a Justiça do Trabalho pedindo danos morais, alegando que ficou registrado "no íntimo dos colaboradores demitidos e nos olhos dos que ficaram a sensação de que aqueles desligados não eram os melhores". Ele argumentou que o empregador tem o poder de desligar o empregado, mas não o direito de deixá-lo "agonizar, para depois desligá-lo".

A empresa contestou a versão do ex-gerente e disse que não agiu de forma ilegal. No entanto, testemunhas ouvidas ao longo do processo disseram que as primeiras notícias eram de que não haveria demissões e que todos os talentos seriam aproveitados por meio de seleção. Entretanto, não houve resposta aos currículos entregues. Disseram ainda que todos foram chamados a um auditório, e que depois eram encaminhados, um a um, a uma sala reservada onde eram demitidos e orientados a chamar o próximo.
Com base nas provas testemunhais, a empresa foi condenada a pagar R$ 40 mil de indenização. De acordo com a decisão, sendo uma organização de grande porte, a empresa deveria ter conduzido o processo de forma menos traumática, estabelecendo desde o início critérios objetivos para as dispensas e mantendo os seus empregados bem e corretamente informados sobre o reordenamento empresarial.
Com a sentença mantida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, a empresa tentou trazer a discussão ao TST, via agravo de instrumento, para se isentar da condenação. Porém, para o relator do processo, ministro Cláudio Brandão, ficou claro no acórdão do TRT-4 que a empresa não agiu com lisura e que a falta de clareza sobre a manutenção ou não dos empregados, a indução à crença de que não seriam demitidos e a posterior demissão conjunta da grande maioria ocasionou situação de aflição psicológica, configurando o dano moral.
O presidente da 7ª Turma, ministro Vieira de Mello Filho, considerou "inadmissível" a condução das mudanças pela empresa. "A perda do emprego em si não gera dano moral, mas foi a forma como foi feita a dissolução do contrato," acrescentou o ministro Douglas Alencar. Com informações da Assessoria de Imprensa do TST.
Processo AIRR-111500-14.2009.5.04.0004

Fonte: CONJUR