sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Barcarena já produz 'Abacaxi Orgânico'

Uma plantação de abacaxi orgânico, que é cultivado sem o uso de aditivos químicos, será visitada nesta sexta-feira (14) pela equipe da Secretaria de Agricultura de Barcarena (Semagri), na Ilha Trambioca. Os pés foram plantados em uma propriedade que fica na área do Arrozal e, segundo a Semagri, as frutas orgânicas vão ser mais uma novidade no Festival do Abacaxi, que ocorrerá de 1º a 4 de outubro no Centro de Cultura do município.
 
A Semagri está otimista com o resultado do cultivo de abacaxi em Barcarena. Nos últimos dois anos, houve um salto de 200 para 500 mil pés plantados no território barcarenense. Parte dessa produção vai ser vendida durante os dias do tradicional festejo. O Festival do Abacaxi foi criado há 35 anos para comemorar a colheita da fruta e valorizar o trabalho dos pequenos agricultores. Para os organizadores do evento, o abacaxi de Barcarena é um dos mais doces do estado.
 
Equipe da Semagri em direção a Trambioca
Segundo informações divulgadas pela prefeitura, atualmente, apenas 10 famílias cultivam abacaxi no município. “Repassamos adubação aos produtores”, disse Agrícolo Farias, secretário-adjunto da Semagri. 

“Hoje já temos até orgânicos na Trambioca.” A prefeitura, por meio da Semagri, é a principal incentivadora da produção. Quando os agricultores precisam de carro para transportar o produto, a Secretaria disponibiliza um veículo. 
Com a proximidade do festival de outubro, a prefeitura pretende reforçar a parceria para divulgar ainda mais os abacaxis do município. “Queremos focalizar o abacaxi como a principal atração do festival”, disse Farias. 

A estimativa do governo municipal é que, durante a festa, pelo menos, 10 mil abacaxis sendo usados na comercialização e 4 mil só na degustação. As frutas devem ser trazidas das comunidades do Cafezal, Trambioca e da estrada.


Texto: Ascom/PMB

Do Blog "Ver-o-fato": Vale foge de debate na Alepa, mas será convocada

Mesmo com a ausência da empresa mineradora Vale, principal convidada, deputados da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) realizaram na manhã desta quinta-feira a Sessão Especial que debateu a construção da Usina Siderúrgica de Pecém (USP), no estado do Ceará. Uma agenda de ações será proposta pelos parlamentares em vista de garantir o desenvolvimento do setor produtivo paraense.
A sessão foi requerida pelo deputado estadual Celso Sabino (PSDB), com objetivo de fazer a Alepa protagonista do processo de discussões e lutar para que as decisões referentes à produção mineral passe pela Assembleia Legislativa. O deputado repudiou a ausência da companhia Vale ao encontro que avisou por meio de ofício que não mandaria representante.
"Isso é falta de consideração e falta de respeito da Vale com o povo do Pará. Prova disso foi a ausência da Vale nesta sessão. A Vale foi convidada a comparecer e inicialmente a proposta seria encontrarmos uma alternativa para a produção, para a verticalização da produção do minério de ferro no estado do Pará, essa é a proposta. Mas há alguns minutos chega um ofício de que a Vale não virá, não mandará nenhum representante e não dá nenhuma justificativa", disse.
No início do pronunciamento, Celso Sabino fez uma explanação do cenário econômico estadual e dos desafios que o Pará tem com a geração de emprego e renda em um momento de crise como a que passa o Brasil no momento. "A Vale perdeu uma grande oportunidade de ser ouvida", lembrou o deputado Sidney Rosa (PSB), vice-presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária da Alepa, que presidiu a Sessão.
Ainda durante seu pronunciamento, Rosa propôs que seja incluída na agenda de trabalho a criação de uma comitiva para conversar com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Miguel Rosseto e assim discutir assuntos pertinentes ao desenvolvimento do Pará.
Com a ausência, após o convite do parlamento, os deputados poderão fazer uma convocação para que a empresa Vale compareça e esclareça o motivo da ausência.
O líder do governo na Assembleia Legislativa, Eliel Faustino (SDD), lembrou da necessidade de uma planta do desenvolvimento industrial no Pará e que é papel da Alepa debater assuntos referentes à verticalização da produção.
Único representante da oposição, coube ao deputado Airton Faleiro (PT) lembrar da riqueza mineral do Pará que segundo ele é apenada pela Lei Kandir e disse ainda que a Alepa deve estar atenta ao que acontece com o setor mineral.

ENTENDA:
Com o investimento total, de cerca de R$ 12,7 bilhões, estão sendo gerados mais de 17 mil empregos diretos e indiretos durante as obras de construção da usina siderúrgica de Pecém, no Ceará. Aprevisão é de que o início da produção ocorra no primeiro semestre de 2016.
O Export-import Bank da Coréia do Sul assinou, um contrato de empréstimo se comprometendo a fornecer 2 bilhões de dólares à empresa Vale para completar o investimento de US$ 5 bilhões na implantação da siderúrgica de Pecém, no Ceará.
Uma semana após o BNDES ter assinado o financiamento, o deputado estadual Celso Sabino levou ao plenário da Alepa a questão de desde então começou a mobilizar os pares na casa para que ações fossem realizadas para defender os interesses do Pará que neste processo irá apenas fornecer a matéria-prima sem reais benefícios. Fonte: Alepa